De volta para a “lojinha”... somos “mascates” de novo

Há muito tempo a gente não se falava, muito menos se via.
De repente nos encontramos no Bom Retiro onde passamos boa parte de nossa adolescência.
Tudo muito corrido...Fica então o convite: "Quando for a cidade de Águas da Prata venha me visitar.”
E a vida dá muitas voltas... alguns meses depois lá estávamos nós. Sentados na varanda de sua casa após um fantástico almoço, como nos velhos tempos (isto significa "comida para pelo menos 20 pessoas sendo que estávamos em cinco”), começamos a relembrar momentos engraçados do que tínhamos feito. 
Momentos onde os problemas pareciam não existir.... Momentos onde os desafios e a vontade de vencer superavam o medo e a angústia do dia-a- dia.
Veio então a memória de pessoas que já não estão entre nós.
Principalmente familiares... Pai, Avô ... 
De repente começamos a falar como deveria ser difícil, para não falar impossível, a vida deles em um momento de pós-guerra e de chegar a um país novo, cheio de esperanças e com a perspectiva de um mundo melhor.
Era a hora de fazer a "América” como eles falavam. Não tinham vergonha de bater de "porta em porta” e oferecer seus produtos.
Eram "Mascates” com orgulho. Levavam o melhor para as pessoas. Dali para a "Lojinha” foi um pulo. Depois casaram, e nós nascemos. Era como se fosse um milagre!
Neste momento da conversa nós paramos e vimos como reclamamos da vida, das vendas e até dos filhos. As reclamações eram as mesmas, só mudava a cidade.
Foi aí que demos conta que nos esquecemos de onde viemos, esquecemos nossas origens.
Ficamos mais globalizados e mais conectados. Mas o incrível é que adquirimos um medo que nossos antepassados não tinham.
Esquecemos que somos "mascates” também!
E neste momento decidimos que reclamar não caberia mais em nosso dia a dia. Agora é a nossa vez de "bater de porta em porta” e mostrar o que fazemos.
Mostrar que temos o "melhor” para as pessoas e, assim como eles, explicarmos para todos o valor que nossa vida tem e como a vida faz sentido e anda para a frente.
Se tudo isso acontecer de forma virtual, tudo bem. Mas se você nos receber para um café melhor ainda.
Porque mais que clientes, vocês são nossos fregueses. E mais ... vocês são a razão da nossa existência.

Valeu Sr. Michel. Valeu Sr. Jacob. Vocês nos deram instrução e conhecimento.

Agora é a nossa vez de fazer bonito. 

Voltamos para a "Lojinha”. Somos "mascates” de novo.

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